De um grande amigo, pra mim (!)

Uma dessas declarações que são de um tipo de amor tão raro.

 

o que me faz ter saudade do que fomos durante dezenove meses? ou do que ainda somos mas sem ser eu-você-together-in-here? do que construímos? ou do que acabamos por demolir? se eu sinto saudade dos seus demônios, por exemplo? das brigas e whatever? ai, foda-se, eu sinto.

esse texto não vai ter tanta coerência. e, quando eu o ler novamente, não saberei o que estava aqui por dentro. é que não tô no meu melhor e procuro achar as razões do meu coração que a própria razão desconhece. como disse blaise pascal. como disse, ai, blasé.

acho que sentir falta de alguém é sentir falta do quando você com ela. do que ela te faz ser. ops! do que vocês se fazem ser. que lixo, meu deus, mas é assim. sem tanta pieguice, claro.

o que é amizade, senão a sensação de que

ai, meu deus, você tinha que estar para ver aquilo!

lembrei de você vendo um filme bobo, bem seu tipo, haha.

ou tô bebado e sei lá, gente, mas tem uma coisa aqui querendo que você não estivesse aí. mas aqui, entendeu? como a coisa.

mas, no fim, ficar tentando achar uma razão e se remoer por isso é um jeito bobinho e carinhoso de tentar entender o que significa quando a gente, vivendo, pensa em sinto sua falta.