Mil e uma utilidades

oiii gente, tudo bem?

Tô estranhamente bem humorada pra quem está morrendo. Tô cansadíssima, não sinto minhas pernas, meu tornozelo está edemaciado, passo 90h em pé por dia, não durmo bem há SEMANAS, mas tô bem.

Tô até me assustando com a minha própria capacidade de lidar com a ~vida~ né, porque não sei se vocês sabem (ou pelo menos não deveriam saber), mas eu tomo um ~remedinho mágico~ que me dá forças pra continuar alerta, vivendo e evitar que eu durma 16h por dia. Ou melhor, eu TINHA que estar tomando este remédio, porque na verdade não tô.

É até estranho conseguir pensar e definir da onde to conseguindo FORÇAS pra ficar LOUCAMENTE ocupada como eu tô, e o melhor de tudo: conseguir cumprir com todos meus compromissos acadêmicos, sem precisar estar tomando doses cavalares de ansiolíticos e antidepressivos.

É estranhíssimo ser útil e competente, porque isso é muito raro na minha vida, RISOS. Então acho que é por isso que tô mais feliz. Tô vendo que consigo fazer as coisas SIM, apesar da condição clínica pré-estabelecida a minha pessoa, hehehe.

Estas últimas 2 semanas tem sido o CAOS acadêmico.

Tudo começou na sexta-feira passada, onde depois de ter quase começado a chorar no quarto de uma paciente (a corujinha do penúltimo post), eu quis começar a fugir da Medicina.

Eu, no quarto

Tá. É maneira de dizer né. Não tenho vontade de desistir do curso, mas tenho vontade de tirar umas férias assim, em maio. Umas férias atípicas do tipo “Quero esquecer que faço faculdade” ou “quero me dedicar a pintura à guache” ou algo do tipo “me deixa viver aqui em paz”.

Mas aí eu retomei minha consciência e percebi que tinham 3 provas na semana que já ia começar. Eu já estava há algum tempo dando umas lidinhas superficiais na matéria de fisiologia, mas não era nada muito dedicado. Ignorei totalmente patologia e medicina social.

O meu jeitinho de procrastinar é um indício do meu desejo de férias se concretizando pouco a pouco, rs. Mas aí na sexta, sábado e domingo eu decidi estudar de verdade. Li 80 capítulos do Guyton, 3 do Robbins (pra vcs verem a discrepância né), ingeri doses fulminantes de energético BURN, dormi 4 de 72h e fui feliz.

Feliz até o momento em que peguei a prova de fisiologia na terça.

“Débito cardíaco e pré-carga de assístole e congestão por hiperemia relativa demonstra no hematócrito MAS O QUE É ISSO?”

Eu sabia a matéria, sabia BEM. Mas não sei se foi o sono, não sei se foi a adrenalina, não sei se foi burrice, ou sei lá o que que dá comigo e com toda a minha turma que a gente simplesmente SE FERRA nas provas.

Somos fruto do ENEM né, rs, não é de se esperar que as mentes mais brilhantes da Medicina sejam saídas de tal prova, mas ó, somos até muito inteligentes.

O problema é que não DAMOS sorte. Não soubemos brincar com a fisiologia. Ano passado, a fisio era SEMESTRAL. A 14 (nossos veteranos) reclamavam que tinham que estudar muitos capítulos semanalmente, então nós, brilhantes filhos do Haddad, pensamos que seria melhor tornar a disciplina anual.

Protocolamos horrores de coisas e conseguimos. Voilá! O semestre se tornou um ano, e consequentemente teríamos mais tempo pra estudar. Mas não sei porque que NINGUÉM (nem eu) PENSOU que com esse espaçamento de tempo didático, iria rolar um consequente aumento de matéria e uma cobrança MUITO MAIOR nas provas.

Então, enquanto ano passado a 14 teve uma prova de cardio+pneumo com perguntas do tipo:

A onda T no eletrocardiograma significa:

a) A despolarização ventricular; b) Aumento de T, que significa Tesão; c) Aumento de T, de Titânio no sangue; d) Aumento de T, que é Toracocentese em animais; e) Grama

Nós tivemos coisas do tipo:

Questão inconsistente, visto que a diminuição de pós-carga é que serve de precursor da contratibilidade ventricular, portanto o gabarito está ERRADO, EXCELENTÍSSIMO PROFESSOR

E bom, a minha turma está discutindo o gabarito via e-mail como se fosse o gabarito da FUVEST 2011.

Estão todos enlouquecidos porque foram mal, e é claro que eu tô no meio.

Já a patologia e medicina social eu nem comento, porque ser lixo é TENDÊNCIA.

O amor, o mais puro amor

Mas é claro que depois da tempestade vem as coisa boa. Esta semana começou o nosso super estágio de 1 ano e deliciosas 120h no currículo: o estágio do ECLAMC (leia-se eclanque). É um estudo sobre malformações congênitas, onde nós, os reles mortais da semiologia do 2° ano, vamos poder examinar BEBÊS :~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Somos um grupo seleto de babões por recém-nascidos!

Vamos poder ficar 1 ano, indo 1 vez por semana no hospital, examinar aqueles pequenos pedacinhos de gente :~~~ vocês tem IDEIA de QUANTO AMOR este trabalho contém?

Somos em 7 grupos, onde o grupo que vai na segunda, examina os bebês nascidos no domingo. Os que vão na terça, examinam os da segunda, e por aí vai.

“And sunday comes afterwards.” (BLACK, Rebecca)

Hoje mesmo estava no hospital até as 20h. Vi um linduxinho, de uns 2kg, ganhando peso na UTI neonatal. Um pequenininho tão fofinho, tão calminho, que só me permite aplicar adjetivos no diminutivinho.  Testamos reflexos dele, examinamos milimetricamente aquela coisinha que tem poucos centimetros.

Obviamente, como toda fêmea imbecil da minha espécie, reagi quando ele abriu o berreiro porque tava com fome, e meu útero CHOROU JUNTO. Fiquei toda derretida. Quis chorar junto, quis fazer carinho, quis fazer qualquer coisa, enquanto a professora me olhava com uma cara do tipo “Sua idiota”.

Eu ou o bebê? Quem chora mais?

Me deu vontade de fazer aquelas louca de hospital e roubar ele pra mim. (RISOS)

Se meus superiores (ou a polícia) lerem isso: estou apenas brincando ok?

Aí depois de todas essas emoções na UTI neonatal, vocês devem suspeitar que minha fama de chorona já ecoa no hospital né? Fui atender uma outra paciente, mais crescidinha na ala da pneumo, e meu dia acabou com eu sendo medicuzona :D. muito legal, sério!

Tô curtindo muito essa vida de ficar no hospital pra esquecer as misérias da universidade. O problema é que pra estar no hospital, eu preciso PASSAR pela universidade, então se eu quiser continuar tendo essa rotina bonitinha, eu tenho que tomar vergonha na cara e começar a estudar mais do que ja estou estudando.

O bom disso tudo, é que eu curti tomar o energético BURN (propaganda kkk) e que ele provavelmente vai me fazer muita companhia nos próximos meses. E os livros também. E os bebês também <3333333333333.

Portanto acho que é isso.

Agora vou dormir um pouquinho pra ver se eu recupero um pouco do meu sono atrasado e da minha dignidade.

Olheiras, a gente vê por aqui. :3

Beigos.

Estágio de petrificação: loading

Já era passado das 16h da tarde e a gente tava lá, andando pra lá e pra cá naquele mesmo corredor de hospital por umas 3h. Estávamos na ala da Pneumologia, que ao contrário do que se possa imaginar, não é muito barulhenta. Não se ouve tosse ou espirros, mas sim uma conjuntura sinfônica dos nebulizadores e o borbulhar das sondas nasogástricas.

Nos corredores, nada além do trânsito de parentes aflitos, enfermeiras, médicos e milhares de dispositivos de álcool gel, milimetricamente projetados e colocados nas paredes para nos atender de assepsia a cada 5 passos. Ah, também andávamos nós, os novatos, indo examinar uma paciente.

Na chegada do quarto, a fragilidade. Tanto a fragilidade do SUS em suportar 5 leitos em 30m², quanto a fragilidade humana de cada paciente. E claro, a minha fragilidade também, sendo claramente denunciada por um suor frio que enxarcava a minha testa, que não sei se condizia mais com o calor que fazia hoje na cidade, ou se era um puro sinal de nervosismo.

Na abordagem da paciente, outro choque. Era uma senhora, de 70 anos. Seu rosto debilitado, adicionava uns 10 ou 20 anos na conta. Seu tamanho pequeno e sua expressão de medo, subtraíam 60. O cabelo moreno, agora com tons de branco, e os olhos azuis marcantes, com certeza um dia tinham sido parte de uma moça jovem e bonita. Não sei. Eu pelo menos a imaginei assim. Mas seus olhos agora estavam abertos e alertas, como os de uma criança que desconfia de todos os adultos em volta, ou até mesmo como uma coruja velha sentada no topo de uma árvore.

Ao iniciar conversa, mais uma demonstração da corujinha. Uma voz ofegante e muito infantil se mostrava, com uns “aham” e “sim” extremamente vagos e anasalados. A respiração era pausada por longos suspiros tentanto retomar fôlego. A sonda nasogástrica provavelmente atrapalhava um pouco, mas naquele estado, tudo atrapalhava.

Paramos 5 de nós ali em volta para realizar o exame. Uma conversa breve, de perguntas e respostas vagas e repetitivas, nos confirmou uma lucidez muito alterada da tal corujinha.  Enquanto eu pedia licença para auscultar o coração e o pulmão, os olhos dela não se alteravam, e ficavam me olhando com uma força intimidadora. A força que faltava nos seus braços amarelados, e nos pés cianóticos, era voltada exclusivamente praquele olhar. Meu Deus, que olhar era aquele.

Ouvimos estertores finos. Ninguém sabia o que significava, mas sabíamos identificar os sons. Depois de um atendimento rápido, de uns 15 minutos, fomos informados que a paciente ia tomar banho, e que não podia se sentar para a avaliação de tórax.

Ao voltar pra sala dos médicos e depois de discutirmos a análise semiológica dos estertores finos, soubemos classificá-lo e dar nome à doença.

Não vou dar o nome da doença aqui, porque não quero ninguém digitando esse nome no google pra se auto-diagnosticar. Mas é uma doença idiopática, que não tem causa. Também não tem tratamento. E a pior sentença, é que a doença é progressiva e vai debilitar a corujinha, em menos de 3 anos. Talvez 3 anos, talvez 2 meses, talvez 9 dias.

Além da corujinha, visitei mais 3 pacientes no mesmo dia. Todos com diagnóstico diferentes, mas a mesma sentença, variando apenas na conta final do tempo de espera.

Apesar de tudo, foi o olhar dela que eu gravei. O rosto e o jeito de falar. Ouvir o diagnóstico dela, foi o meu diagnóstico de fraqueza.

Fechei a cara, fechei os olhos. Lembrei de muitas coisas… Desde coisas pessoais como a minha avó, até a minha dificuldade profissional em conseguir falar com os pacientes, que me leva ao mais extremo oposto, ao perceber que depois que eu consigo conversar com um paciente, me apego a eles como se fosse dedicar capítulos de livros às suas vidas.

Até então, todos os pacientes que atendi tem sido inesquecíveis pra mim.

Desejei mais do que nunca, ter o coração de pedra e parar de sofrer pelo que me é alheio. Mas como definir um paciente como alheio ao que eu vivo?

:(

Só sei que a saída pra tudo isso, é algo que há muito tempo neguei. Vou começar a petrificar meu coração. Pra sofrer menos.

Arterite Temporal e Polimialgia Reumática numa Pintura de 1436

- Texto retirado de um dos meus blogs favoritos, o A arte da Medicina;

- É no mínimo impressionante poder identificar doenças em pinturas, esculturas e etc. O blog lista uma série de correlações clínicas relatadas em obras de arte, que vocês podem conferir clicando aqui;

- Estou no aguardo por um artigo que relacione Picasso à presbiopia ou epilepsia; e esclerose múltipla em bonecos de palitinho. Risos. *bateria humorística*

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Dentre as obras de arte mais discutidas entre os doutores que visitam o museu municipal de Bruges, na Bélgica, destaca-se um trabalho concluído por Jan van Eyck há mais de 500 anos, representando a Virgem com o Canon Van der Paele (1436). O canon é particularmente o foco do interesse médico.

A Virgem com o Canon (1436). Jan van Eyck. Museu municipal de Bruges (Bélgica).

Oftalmologistas diagnosticaram ligeiro estrabismo divergente e lagoftalmo. Além disso, a distorção produzida pelas lentes que aparecem sobre o manuscrito em suas mãos sugere que esse canon era míope e não presbiope, como se poderia esperar em sua idade.

Também dermatologistas têm comentado anormalidades em sua pele. Eles observaram alguns nevos celulares na face, um cisto sebáceo na orelha esquerda e um epitelioma labial que fora obliterado pela restauração da a pintura em 1934.

Clique para ampliar a foto. Verifiquem o espessamento das artérias temporais.

Reumatologistas ficaram impressionados com a aparência que van Eyck registrou da região temporal do Canon Van der Paele. São nítidamente visíveis as artérias proeminentes, bem com a formação de cicatrizes e perda de cabelo na frente da orelha esquerda e entre as sobrancelhas. Mesmo sem uma biópsia, muitos clínicos consideraram esse aspecto característico de arterite temporal.

Estudos históricos posteriores evidenciaram que ele tinha dor e rigidez no braço esquerdo. O edema difuso de sua mão esquerda indica uma esclerose crônica observada em pacientes com ombralgia de longa duração ou a síndrome de ombro-mão, uma das características de polimialgia reumática.

Segundo a acta da catedral, após onze anos de serviço regular, der Paele passou a apresentar suas primeiras dificuldades durante um culto que acontecia numa manhã de novembro, no ano de 1431. Em setembro 1434 o canon, “em vista de sua debilitação geral”, obteve permissão para manter seus rendimentos, apesar de não freqüentar o serviço.

Nessa época, julgando próximo o seu fim, resolveu convidar Jan van Eyck para fazer um retrato especial, em que aparecia ao lado da Virgem, para decorar a Igreja em sua memória. A pintura foi concluída em 1436.

Ele morreu em 25 de agosto de 1443. Os dados históricos que contém registros sobre sua saúde apoiam o diagnóstico clínico de arterite temporal associado a polimialgia reumática, visto que esta última condição ocorre em 40% dos casos de arterite de células gigantes. A dor reumática com rigidez matinal, associada a fraqueza geral, forçou o van Paele a abandonar suas atividades matinais. Esta debilitação, não fatal, permitiu que ele sobrevivesse ainda por doze anos, uma história compatível com o curso natural da polimialgia reumática.

REFERÊNCIAS:
1.Antônio Carlos Lopes, tratado de Clínica Médica, 2 edição, Roca, 2009.
2.DEQUEKER, JV. “Polymyalgia rheumatic with temporal arteritis, as painted by Jan Van Eyck in 1436”.CMA JOURNAL/JUNE 15. 1981/VOL. 124.

deixem meu leonardo em paz.

Quando se fala de humanismo, é inevitável aparecer como imagem mental qualquer figura remetente ao renascimento, meio iluminista e bastante atemporal. Não penso em definições filosóficas exatas. Imagino figuras. E na minha cabeça, logo grita um Leonardo da Vinci de cabelos grisalhos como os de George Washington, numa pose de peito estufado, a la Louis XIV, aquele sorriso meio Monaliso e toda a sabedoria sobrenatural de talvez, Merlin, não sei.

Esse é o meu humanismo surreal. Enxergo figuras assim, tão antigas e inexatas, porque não consigo distinguir a barreira do humanismo, egocentrismo e o egoísmo na atualidade. É por isso que não enxergo nada novo. Enxergo um valor antigo, numa imagem mental tão sépia quanto o tom das páginas de livros antigos. Triste.

Também não vamos misturar ser humano, humanismo, humanização, desumano, despersonalização num grande caldeirão. Mas acho que o radical da palavra dá o tom.

- Sou humanizada, linda e de mechas acaju.

Num papo de cafeteria, conversávamos sobre psiquiatria.

Sempre fui muito fã das neurociências, até que um dia, chegou o fatídico momento de eu entrar em contato com elas.

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Can’t read my pau no cu face

Hmmmm, e essas semanas intermináveis, como proceder?

Uma vez eu li, ou ouvi em algum lugar (talvez numa aula de neuro) que aquela velha impressão que nós temos, do “tempo passando rápido” ou “ano passando rápido” não se trata apenas da relatividade do Tio Einstein. Na realidade não tem nada ver com física.

Trata-se de uma situação de associação no cérebro+cerebelo, em que aquelas coisas rotineiras, que você o seu cérebro já aprenderam a fazer ou já vivenciaram por várias vezes, não são registradas tão intensamente como as coisas novas que você vai vivendo.

Então tudo que você faz pela primeira vez, seu cérebro faz questão de pegar passo-a-passo, e aí depois de acostumado, ao refazer determinada ação, ele já é bonzão o suficiente pra ignorar a maioria dos passos e você segue o piloto automático.

- É por isso que o 3° ano do ensino médio passa devagar pra caralho, e o 2° ano de cursinho vai voando. HAHAHAHA.

- É por isso que dirigir pela primeira vez é um teste de sobrevivência, e depois fica super fácil pegar o carro, se maquiar, falar no celular sem precisar olhar pra pista.

- É por isso que quando você assiste o episódio de Friends, ao meio-dia na Warner, ele passa devagar, e às 18h passa rapidíssimo.

- É por isso que as aulas de Medicina Social demoram 72h pra terminar, e a semiologia vai voando.

Ah não. Desculpa. Isso é relatividade. HAHAHA

É a relação entre atividade prazerosa versus atividade de desejo de morte.

Brincadeira.

É essa linha de pensamento que vai guiando o ritmo das nossas semanas. Toda semana tem uma novidade encefálica (?), portanto, toda semana é absolutamente eterna.

Eu lembro de sentir essa mesma sensação no começo do ano passado, onde todos ainda iam na aula bem penteados, arrumadinhos, desnorteados e com olheiras superficiais. Nesse princípio de 2° ano, meus colegas ainda estão assim! Ainda estão todos bem-humorados e fazendo questão de tirar xerox de todos os capítulos requisitados pelos professores. Hihi, burricos. Mal sabem o que os aguarda (eu tb não sei, mas sou ansiosa).

Ah! que doce sentimento é este de começo de ano.

Rezo muito para que seja duradouro.

Em compensação, adivinhem o que vai começar?

Provaaaaaaaas!!

Portanto a reclamação vai voltar aos trending topics da minha vida.

Como vocês devem saber, eu prefiro escrever em todas as redes sociais possíveis sobre meus estudos e minhas dificuldades, ao invés de sentar a bunda, estudar e ficar quieta. Adoro.

Admito que sou masoquista e até senti saudades da anatomia no ano passado. Era um estresse gostoso aquele pré-prova. Era uma coisa que todo mundo adorava reclamar pelos corredores. Faz parte do ritual de se tornar um estudante de Medicina. Você PRECISA reclamar da sua vida e da quantidade de coisas pra estudar, caso contrário, você não está estudando o suficiente.

Todos adoravam reclamar que dormiam 3h por dia, adoravam fazer competição de “quem tem mais olheiras”, mas no-fundo-no-fundo, todos sabiam que aquela pessoa que está reclamando de “tanto estudar” pra mostrar que ela estudou mesmo. HAHAHA

E isso é bem comum nesse meio da Medicina, sabe?

A galera é competitiva meeeeishmo. Tenho visto alguns coleguinhas mostrarem as asinhas, dizendo que este ano vão estudar muito mais, pegando 30 mil projetos de iniciação científica, monitorias, eletivas, estágios, plantões, mulheres, remédios, enquanto outros prosseguem na humildade seguindo o motto “Estudarei para não pegar exame nunca mais”.

Me encaixo nesta última categoria, porque o trauma foi profundo.

MÃS (sotaque gaúcho) como eu ia dizendo: segunda já tenho prova. Microbiologia. Haha. E sabe o que vai cair na prova? Antibióticos. RYSOS.

Eles vão nos cobrar antibióticos e resistência de antibióticos antes mesmo de nos ensinarem bactérias kkkkk que é mto engraçado, porque, tá, não é engraçado. Nem vou gastar meu tempo reclamando, porque este tempo vou utilizar pra estudar (NOVIDADE ESTA).

Também tem prova de IMUNO, que é… a definição mesmo de morte lenta. É chato, é sem graça e meu deus eu odeio muito Sistema Imune. Já disse isso antes e vou continuar afirmando. Mas é difícil, então tenho que estudar as well.

Projeto 2011 = 0 exames.

Então é isso.

Este post é completamente desnecessário para a vida de vocês, e na real, na minha também. Mas eu estava a fim de postar.

Fiz tudo isso pra dizer que: as semanas estão lentas, saio de casa as 7h, volto as 19h; Tenho provas, preciso estudar e continuo não vivendo extra-classe.

BEIJINHOS.